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O Fundo na Fotografia de Alimentos


Todo fotógrafo deve ter em mente a importância do fundo na composição de uma imagem. O fotógrafo de gastronomia deve ter essa atenção redobrada. Há vários exemplos de como um fundo errado pode rebaixar, e muito, a qualidade de uma fotografia de comida.

Um dos erros mais comuns é usar fundos hipercoloridos, com padrões exagerados ou ainda muito deteriorados, por exemplo. Vermelhos, verdes e amarelos berrantes, xadrezes muito intensos, tecidos desbotados ou que brilham e refletem a luz devem ser evitados, dentre outros. Atenção: há um grande diferença entre o que é velho e elegante e o que é simplesmente desgastado de uso, algo que já deveria ter sido descartado.

Em suma, qualquer fundo candidato a se tornar o protagonista da foto no lugar da comida deve ser usado com extremo cuidado. Claro, tudo depende do que se busca na imagem a ser criada. No geral, fundos mais discretos são os mais indicados.

Eu prefiro fundos que dialogam com o rústico e o artesanal. Textura de madeira é minha queridinha. Há inúmeras outras possibilidades, como mármores, ardósias, lousas, até placas de gesso. Sem contar tecidos, jogos americanos e tábuas que também podem atuar como fundos muito belos. Dica de ouro: juta é tudo de bom!


Um dos fundos que uso nos ensaios: MDF que imita madeira rústica. Foto: Thobias Almeida

Muitas vezes o fotógrafo de alimentos faz a sessão no ambiente do cliente, caso de um restaurante. Nessas ocasiões, ter uma variedade de fundos à disposição é muito importante. Já perdi as contas das oportunidades em que olhei em volta em busca de um local apropriado para as fotos e só vi mesas com tampos envernizados ou encerados, que podem refletir uma enorme bola branca oriunda do flash, o que torna o acerto do set de luz mais difícil. Lembre-se: a criatividade sempre deve se aliar à produtividade nesse meio.

Cabe ressaltar que o cliente não compra as mesas do seu empreendimento pensando em cores e texturas ideais para a fotografia. Entre minha tralha habitual (podemos falar sobre isso em um próximo post), sempre estão dois fundos mais robustos (MDF com revestimento que imita madeira de demolição e uma chapa de madeira de deck), quadrados. Uma dimensão de 60 cm x 60 cm, na maioria dos casos, resolve bem. Além disso, uso também tábuas e tecidos, como já disse, que funcionam perfeitamente. É legal renovar essas estampas de tempos em tempos, traz vida nova para suas fotos.

A depender do estilo proposto para o ensaio, fundos coloridos em EVA também são uma mão na roda. Já fiz alguns ensaios para sorveterias que queriam algo mais verão, alegre, no frigir dos ovos, uma pegada pop. Nesse caso, além do EVA, cartolinas coloridas fazem bem o serviço. Também são artigos muito úteis no caso de fotografias com uma pegada mais dark, principalmente o EVA preto, que absorve a luz e ainda cria uma textura muito interessante.


Fundo de cartolina preta. Crédito: Thobias Almeida

São muitas as possibilidades. O que manda é a atenção no momento da composição e o cuidado para que a estrela do seu ensaio, a comida, não deixe o papel de prato principal para aquela toalha de mesa verde e desbotada.

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