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Como contribuir para o trabalho do Fotógrafo de Gastronomia


Na fotografia de gastronomia não é só o profissional da imagem que precisa estar preparado para que a sessão ocorra da melhor forma. O cliente também tem um papel fundamental. Veja abaixo algumas atitudes que facilitam e contribuem para o trabalho do fotógrafo de comida:

1 – Saiba exatamente o que você quer

Você quer fotografias para usar em cardápio e site? Para redes sociais? Ou seria para uma campanha de marketing que envolverá impressões em placas e outdoors? Gostaria de material para divulgação na imprensa? Você precisa dos fotos dos pratos em fundo branco, sem itens externos de composição? Ou prefere uma dose de contextualização e “história” para transmitir a identidade do seu negócio?

Essas são algumas das perguntas que precisam ser respondidas para que o fotógrafo de alimentos desenvolva o trabalho de forma plena, tendo em conta a visão do contratante para obter um resultado, no mínimo, satisfatório.

Não há problema em contratar o serviço com mais de uma ideia na cabeça – “quero fotos para meu site, cardápio, redes sociais e para divulgação na imprensa” -, desde que o fotógrafo seja informado sobre isso.

2 – Apresente referências

Não, isso não significa que você receberá cópias de imagens da internet. A referência serve como guia, mas não prende e subjuga a criatividade do fotógrafo. Saber o que agrada ao cliente é passo importante para que o profissional elabore um plano de trabalho que dialogue com os anseios do contratante.

Busque fotos do mesmo nicho no qual você atua, garimpe as redes dos concorrentes, traga o que você imagina se encaixar no seu negócio. O importante é tentar mostrar o caminho a ser seguido para que o fotógrafo construa um conteúdo exclusivo e agradável.


A parceria entre cliente e fotógrafo é fundamental para o sucesso da sessão. Foto: Thobias Almeida

3 – Procure conhecer o fotógrafo

Esse tópico pode parecer um tanto quanto óbvio, mas existe quem contrate apenas por indicação, sem sequer visitar o site ou redes sociais do profissional. Por mais que a indicação seja uma poderosa ferramenta, pois transmite confiança e uma sensação de garantia, cada pessoa tem um jeito de olhar o mundo, carrega preferências e bagagem cultural próprias. O que é bonito e agradável para meu amigo talvez não seja para mim.

Busque conhecer o estilo do fotógrafo antes, passeie por sua timeline, fique atento inclusive aos traços de personalidade. Afinal, a relação contratante-contratado precisa ser harmoniosa e isso depende em larga medida do modo de ser de cada um.

4 – Estabeleça um contrato

Acerte tudo em um contrato. Alinhe o que será entregue, quando, como e onde. Deixe registrada a duração da sessão, o número de fotos entregues, a forma de pagamento, os prazos, os meios de entrega e todos os detalhes que por ventura possam causar divergências entre as partes. Isso é bom para todos os envolvidos.

5 – Siga as orientações do fotógrafo

Ao fechar o contrato, o fotógrafo deve agendar um briefing com o cliente para alinhar detalhes da sessão e repassar orientações. Muitas vezes essas dicas são ignoradas, o que gera atrasos e empecilhos.

Um dos principais problemas se refere aos ingredientes que serão usados nas fotos. A depender do tipo de comida fotografada, é comum o uso de folhas, legumes e outros alimentos na composição de cenas. É importante que o estabelecimento disponibilize esses produtos frescos, bonitos e sem defeitos, o que nem sempre acontece.

Dar atenção às indicações do fotógrafo quanto ao preparo e montagem de pratos é outro ponto fundamental. Alguns exemplos: a massa ideal para ser fotografada deve estar quase dura, para que não perca o volume; o hambúrguer precisa apenas de um "susto" na chapa, pois deve aparentar suculência; molhos devem ser acrescentados aos pratos somente na hora do clique. Não são raros os casos em que as recomendações são desrespeitadas, o que compromete a qualidade do resultado.

6 – Esteja disponível

É o fotógrafo o ator responsável por conduzir a sessão, o que implica em decisões como o local onde serão feitas as fotos, deslocar mobiliário para liberar espaço, requisitar itens da cozinha, pensar em como não atrapalhar o fluxo de trabalho da casa e a movimentação dos clientes. O ideal é que isso seja feito em conjunto com o contratante ou com alguém designado para tal.

Além disso, é enriquecedor que, entre um clique e outro, o cliente veja os resultados preliminares, sugira, participe, avalie. Nem tudo será aproveitado, mas muitas vezes o "dono" da comida oferece dicas que passariam despercebidas.

É comum que ocorram imprevistos, tanto de ordem humano quanto material. Funcionários faltam, equipamentos estragam, o encanamento pode entupir e parar a cozinha. Nesses casos, só com a presença do responsável poderá ser possível alcançar alguma solução que viabilize (ou não) o trabalho.

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